5 principais desafios da segurança em nuvem híbrida

Um modelo cloud de computação é o que faz maior sentido para a maioria das empresas hoje, sendo que boa parte delas faz uso de uma infraestrutura já existente em combinação com recursos públicos externos. A pergunta principal é: como fazer a segurança da informação em um modelo de nuvem híbrida?

As organizações buscam por soluções que evitem que suas redes estejam vulneráveis a violações de segurança, inconformidade regulamentar, roubo de propriedade intelectual e uma série de problemas, ao mesmo tempo em que encontram agilidade para os seus negócios.

A nuvem híbrida se torna uma das grandes alternativas em infraestrutura nesse sentido. Porém, ainda existem alguns desafios em segurança que devem ser superados. É sobre esse assunto que vamos tratar ao longo deste texto. Boa leitura!

A nuvem híbrida não pode mais ser ignorada

A nuvem híbrida é uma infraestrutura computacional que se utiliza de nuvens públicas e privadas em conjunto, permitindo que a informação circule entre ambas e que aplicativos sejam compartilhados — uma alternativa para a proteção de dados mais sensíveis.

Ou seja, determinadas informações que demandem maior cuidado podem circular na nuvem privada, enquanto as demais estarão armazenadas na nuvem pública. Isso aumenta a eficiência na segurança da informação.

Esse modelo híbrido faz muito mais sentido para a maioria das organizações, fornecendo vários benefícios, como:

  • flexibilidade;
  • desempenho;
  • escalabilidade;
  • economia de recursos.

Segundo dados apresentados pela Gartner, consultoria americana especializada em inovação, até 2020, 90% das organizações farão uso de algum tipo de infraestrutura computacional híbrida, demonstrando a evidência de entender esse modelo.

Os 5 principais desafios da segurança em nuvem híbrida

Conforme a adoção da tecnologia de nuvem híbrida avança e se torna cada vez mais comum entre as empresas, desafios na questão da segurança digital começam a surgir. A seguir, separamos alguns dos principais dentre eles.

1. Visibilidade

O ambiente computacional das organizações está se transformando, com a inserção de várias stacks e misturas de tecnologias. Além disso, soluções como AWS, Azure e Google amentam de forma exponencial a complexidade de toda a operação.

Afinal, conforme os dados começam a ficar espalhados pelas mais diversas soluções, a dificuldade em manter uma visibilidade sobre todas essas informações aumenta muito, prejudicando o controle do ambiente como um todo.

Sem controle, não há segurança, trazendo riscos para o ambiente de TI e criando brechas que poderiam ser utilizadas por hackers — sendo que muitas empresas adotam um gerenciamento manual. Como boa parte da infraestrutura não está visível, tais ataques dificilmente serão detectados, causando um mal irreversível.

Empresas que não têm um controle adequado de seu ambiente completo de cloud têm muito menos probabilidade de tirar o máximo proveito da nuvem híbrida ao mesmo tempo em que garantem a segurança da informação.

Para assegurar a proteção de seus dados, as organizações devem investir ao máximo na automação, evitando o controle manual, que pode levar a falhas. Isso também permite criar rotinas de auditoria automáticas, que podem ser rodadas periodicamente.

2. Compliance

Estar em conformidade com o que a lei e normas de segurança regulamentam é essencial para trazer a certeza de segurança para clientes e parceiros de negócios. Afinal, na maioria das vezes, as empresas lidam com dados de terceiros e devem garantir a sua proteção.

Alguns setores mais sensíveis, como o financeiro, RH, dentre outros, podem ficar nervosos com o intuito de manter dados sensíveis em nuvem — já que ainda existe algum tipo de preconceito com o uso de ambientes externos à empresa no tocante ao armazenamento de informações sigilosas ou críticas.

Mesmo com alguma desconfiança, a verdade é que a tecnologia cloud já amadureceu muito e hoje é totalmente segura nesse sentido, evitando vazamentos. O principal desafio aqui é a checagem da conformidade e a auditoria de segurança, geralmente, ambas feitas de forma manual.

Essa é uma dificuldade para organizações que atuam em setores altamente regulados, como saúde, governo, financeiro e outros, exigindo soluções de segurança personalizadas para atender aos requisitos impostos por leis ou normas internas.

Como o esquema híbrido é formado por duas nuvens distintas, é preciso garantir a compliance em ambas e demonstrar como elas funcionam em conjunto, atendendo às exigências de segurança, buscando automatizar as auditorias.

3. Segurança de dados

O tema segurança de dados é algo desafiador em qualquer tipo de ambiente. Afinal, nos últimos anos, devido ao fácil acesso ao poder computacional por boa parte da população, podemos observar um aumento significativo nas investidas e ataques hacker.

Um ambiente de nuvem híbrida aumenta a complexidade da busca pela segurança, pois não estamos lidando apenas com sistemas, mas sim com duas infraestruturas que compartilham dados e aplicativos.

Os dados podem ser expostos não apenas dentro da nuvem, quando em repouso, mas também em trânsito — ou seja, enquanto circulam de um ambiente para o outro. Isso exige da criatividade da equipe de TI na busca por soluções em proteção.

Entre as opções de proteção estão:

  • a replicação dos controles de segurança em ambas as nuvens;
  • sincronização dos dados de segurança;
  • gerenciamento de identidades unificado;
  • armazenamento interno de dados sensíveis;
  • criação de uma política de segurança adequada.

4 . Criptografia

Como já dito, dentro de um esquema de nuvem híbrida, temos o trânsito de dados entre os dois ambientes, público e privado — além do acesso externo por parte dos colaboradores. Dentro desse ambiente, a criptografia é uma das suas maiores aliadas.

Essa tecnologia pode ser utilizada para a proteção de ambos os pontos de cuidado, dados em repouso e dados em trânsito. No primeiro caso, a utilização de SOs com suporte a LUKS, Linux Unified Key Setup, garante a criptografia em massa do disco rígido.

Já os dados em trânsito podem ser protegidos por meio da aplicação de servidores proxy, SSH, SSL e outros protocolos e técnicas que criptografem as mensagens e dificultem a sua captura ou posterior entendimento.

5. Migrações de dados e aplicações

Por fim, um dos grandes desafios enfrentados dentro da nuvem híbrida hoje é a migração de um sistema privado, ou sistemas locais para esse modelo de ambiente. Isso porque muitas empresas não têm o know-how adequado para essa tarefa.

Como o modelo de segurança em nuvem híbrida é diferenciado de outros ambientes, isso pode acabar trazendo implantações inseguras e criando brechas que poderão ser utilizadas posteriormente para ataques e roubo de dados.

Conforme a complexidade da migração de sistemas para a nuvem híbrida se torna maior, a busca por parcerias com empresas especializadas é cada vez mais necessária, buscando no outsourcing de TI a melhor saída para enfrentar esse desafio.

O Azure e a segurança em nuvem híbrida

A Azure é a nuvem da Microsoft, pioneira em tecnologia e uma das maiores empresas do mundo. Sua solução é preparada para lidar com as demandas de um ambiente híbrido, oferecendo várias ferramentas prontas para isso.

Entre seus benefícios estão:

  • gerenciamento unificado de identidade;
  • reutilização de licenças locais;
  • gerenciamento de segurança;
  • pacotes de conformidade;
  • análise diária de ameaças;
  • banco de dados com base comum.

A Microsoft já investiu mais de um bilhão de dólares em segurança da informação na plataforma Azure, tendo hoje uma equipe de 3500 profissionais especializados trabalhando no desenvolvimento de ferramentas de proteção interna do produto.

Ao falarmos de segurança em nuvem híbrida, os cuidados apresentados pela Azure são fundamentais, permitindo criar um ambiente híbrido altamente controlado e que possa auxiliar a sua empresa em suas demandas.

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Fonte: softwareone.com/feed

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