Como a cloud computing contribui para a gestão da cadeia de suprimentos?

Com a ajuda da computação em nuvem (cloud computing) e de uma solução automática de gestão da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management) alojada na nuvem, é possível integrar a área logística e o setor de varejo da empresa. Isso simplifica o trabalho conjunto dos dois setores e pode aprimorar processos como giro de estoque, produção sob demanda e até mesmo a reposição de produtos em gôndolas quando necessário.

Um exemplo de algumas soluções que fazem isso são as da Neogrid que, graças à nuvem, consegue suportar dados de centenas de varejos e distribuidores em um só local (rede) quando precisa, tornando-os acessíveis, seguros e estáveis. Graças a isso, bem como a dados e tecnologias de ponta, ela consegue, em um só ritmo, sincronizar e automatizar diferentes agentes de:

  • indústrias;
  • varejos;
  • distribuidores;
  • operadores logísticos;
  • governo;
  • instituições financeiras.

Quer saber como isso é possível e como o crescimento do cloud computing ajudou nesses tipos de processos? Continue lendo e veja o que preparamos!

Como a tecnologia vem impactando a gestão da cadeia de suprimentos?

A tecnologia impacta a gestão da cadeia de suprimentos de diversas formas. Por exemplo, a computação em nuvem contribui para suportar a segurança e a estabilidade dos dados dos grandes varejistas e indústrias que são atendidos por soluções de inteligência para a cadeia de suprimento, como a fornecida pela Neogrid.

Por meio de tecnologias modernas, que rodam em soluções de nuvem (como o Microsoft Azure), e algoritmos, as soluções da Neogrid conseguem detectar as vendas diárias de mais de 40 mil estabelecimentos no Brasil.

“Temos muitas informações que mostram quais produtos estão sendo vendidos e quais não estão”, comenta Robson Munhoz, vice-presidente de operações da Neogrid. “Aplicamos sobre esse volume de informação uma Inteligência Artificial (IA), uma fila de algorítimo, que mostra para a indústria e para o varejo o quanto deveria ser reposto de mercadoria ou qual não deveria ser reposta porque não foi vendida”.

Graças a isso, cada estabelecimento atendido consegue operar em um nível de estoque adequado para que não afete o seu capital de giro. Ele passa a evitar produtos que não venderá ou a manter um estoque suficiente de itens que têm pouca saída para um período.

Nessa sincronia de dados entre varejo e indústria, o estabelecimento obtém uma vantagem competitiva. “Isso porque o varejo começa a equalizar o seu capital de giro e passa a atender o cliente que vai procurar o produto, porque está repondo o real consumo e operando com estoque baixo, mas não necessariamente deixando faltar produto”, explica Robson. “Então, tem o produto certo, na hora certa e na quantidade adequada”.

Quais são os maiores desafios atuais na gestão da cadeia de suprimentos?

Um dos desafios é identificar, com boa margem de precisão, os produtos mais vendidos e os que costumam encalhar nos estoques. No caso do sistema da Neogrid, os dados coletados de dezenas de milhares de empresas permitem entender melhor quais são os itens mais consumidos em determinados setores. As soluções processam esses dados e geram indicadores e insights para a indústria agir mais rapidamente.

A falta desse conhecimento também gera outro problema que afeta as indústrias e os varejistas, que é “empurrar produtos” sobre o elo seguinte da cadeia. Em outras palavras, a indústria pode vir a produzir muito, “empurrando” o seu estoque de produtos para o comércio, que absorve esses itens, podendo superestocá-los. Isso porque, muitas vezes, ele não precisa de todo esse volume, mas o adquire devido a boas promoções que a indústria faz.

No entanto, nem todos esses itens podem vender, ficando encalhados e, assim, comprometendo o capital de giro do varejo. Sem capital de giro, o estabelecimento pode ter problemas sérios do ponto de vista financeiro. Então, ele também faz promoção, ou seja, começa a diminuir a margem e a escoar esse produto por meio de alguma oferta significativa.

“O varejo então passa a comprar o que não precisa, mas ele compra o que a indústria colocou para ele de desconto e assim vai até hoje”, comenta Robson. “A Neogrid propõe que o cliente pare de fazer o Supply Chain e a cadeia de abastecimento da maneira ‘empurrada’ para fazer um processo puxado”.

O acompanhamento da venda de determinado item permite repô-lo no estoque em um processo quase just in time. Com a solução da Neogrid e o cloud computing, a indústria e o varejo podem ter uma visibilidade da “ponta da cadeia” para comercializar um produto, sabendo o que está faltando ou vai faltar. “O varejo tem uma visão antecipada do que acontecerá, então não precisa queimar estoque no lugar errado”, comenta o vice-presidente de operações.

“Se eu gerencio um centro de distribuição de um varejo, e eu tenho uma centena de lojas e o meu estoque é visualizado por meio de soluções de inteligência para cadeia de suprimentos, eu tenho que usá-las para saber que quantidade eu envio para cada loja”, explica Robson.

“Se eu envio muito para uma loja e pouco para a outra, em uma vende e, na outra, falta”, continua ele. “Então, todas essas tecnologias que são suportados e rodam por meio da nuvem trazem esse maior entendimento”.

Como a computação em nuvem contribui para a gestão da cadeia de suprimentos?

“A nuvem só faz sentido se houver uma aplicação que roda em cima dela e que gera valor para a comunidade e para os seus stakeholders”, afirma Robson. “A nuvem por si só é o meio, e não o fim”.

Do mesmo modo é o software e o serviço da Neogrid, pois envolve falar de resultados aplicados a algum processo, em que entra a questão da nuvem. Posto isso, a união de soluções tecnológicas voltadas para a cadeia de suprimentos e o cloud computing podem gerar alguns benefícios para o setor logístico. Veja alguns deles adiante!

Eficiência

Como mencionado, existem soluções de visibilidade que rodam no mercado por intermédio da nuvem, possibilitando à indústria ter visibilidade do estoque e da comercialização nos pontos de venda. Com essa informação, é possível realizar pedidos por meio da integração entre sistemas de diferentes stakeholders.

Além disso, saber o volume de vendas e o estoque do varejo permite otimizar o planejamento da produção, das vendas e da logística de entregas. Afinal, é possível checar o “que está vendendo”. Também é possível melhorar a reposição de produtos.

Segurança

Na nuvem, é possível subir uma base de dados de forma rápida e segura, contando com a proteção digital de empresas que contam com equipes especializadas nisso. Além disso, pode ser uma solução viável para as companhias lidarem com muitos dados de diferentes clientes. A Neogrid, por exemplo, tem uma relação contratual bastante rígida com seus parceiros de negócios.

“Eu não posso me dar ao luxo de coletar informação de um determinado varejo e compartilhar com outro concorrente”, comenta Robson. “Hoje, a nuvem permite com que eu faça clusters de dados e processe em servidores individuais, varejos ou base de dados individuais. Eu consigo garantir, por meio da nuvem, que um dado criptografado nas pontas tenha como destino apenas um usuário cadastrado”.

Isso significa que não é possível dar um dado de uma empresa para o seu principal concorrente, pois esse dado é privado. “Muitas vezes, confundem a Neogrid com uma empresa de pesquisa, porque soltamos indicadores de mercado”, observa Robson. “Somos uma empresa de Supply que tem uma grande base de dados, pela qual dá para medir qual é a ruptura dos produtos no varejo”.

Por conta disso, ela não consegue colocar em uma mídia qual é a ruptura de determinado fabricante, mas pode dizer, por exemplo, que está faltando tal item de maneira geral no mercado ou que determinado índice é de X%. “Mas eu não consigo dizer a marca de um fabricante, porque eu não tenho essa autorização”, explica o vice-presidente de operações. “Todos os nossos contratos, no final do dia, são refletidos dentro de tecnologia e dentro da nuvem com camadas de segurança”.

“Hoje, eu recebo esses dados em nuvem junto com a Microsoft, que processa, guarda, armazena e disponibiliza nossas informações”, continua ele. “E nós somos auditados quase que todos os meses por diferentes órgãos e empresas”.

Agilidade e estabilidade dos dados

A nuvem também colabora para a estabilidade de dados. “Muitas vezes, quando precisava buscar uma informação, eu tinha a limitação de máquina. Para recuperar um arquivo, eu precisava parar algum processo”, menciona Robson.

“Hoje, com a nuvem, subo máquinas virtuais em uma velocidade altíssima e consigo um ambiente computacional com arquitetura adequada para prestar um serviço muito mais rápido para o cliente”, explica ele. “Fora a estabilidade. Eu já tinha uma alta disponibilidade e serviço, porém a nuvem tangibiliza, tornando ainda mais interessante essa minha disponibilidade”.

Otimização

Por conta de todos os fatores já apontados, a nuvem permite otimizar a cadeia de suprimentos. Afinal, ela consegue reunir dados de diferentes elos de um sistema logístico, facilitando a análise desses dados.

Por exemplo, no caso da Neogrid, após conferir a visibilidade dos dados, entra em cena a camada de reabastecimento (replanning), uma solução que integra informações e processos. Com as informações obtidas, é possível saber para onde entregar produtos.

É possível programar um ritmo de reposição para que, quando alguns produtos forem vendidos, logo sejam repostos. “Eu realizo um processo colaborativo gigantesco entre a indústria e o varejo fazendo com que todo mundo ganhe na cadeia de abastecimento”, comenta Robson. “Ganha a indústria, que não fica produzindo coisas que o mercado não compra, e ganha o varejo, que não fica comprando coisas só porque estão em promoção e depois não as vende”.

Graças a essa solução de inteligência de cadeia de suprimentos (Neogrid), é possível, ao mesmo tempo, diminuir os estoques ao longo da cadeia e aumentar as vendas, porque se sabe exatamente o tanto que se precisa de mercadorias. Tudo isso é suportado por nuvem.

Como treinar funcionários para lidarem com esse contexto dinâmico de transformações?

Dentro da cadeia de suprimentos, é preciso ter engajamento de colaboradores, especialmente quando se adota uma solução de inteligência como a Neogrid. Robson explica que há um processo que deve envolver o engajamento de todos que trabalham nessa operação, pois a empresa passa a receber mercadorias em menores lotes e diariamente.

“É preciso ter pessoas engajadas para que, por exemplo, quando receber uma mercadoria em uma retaguarda de loja, haja um processo e pessoas engajadas para recepcionar essa mercadoria e já rapidamente colocá-la à disposição do consumidor”, explica ele.

Caso contrário, o produto pode chegar rapidamente, na quantidade certa, sendo descarregado do caminhão com agilidade, porém ficar no pátio por horas. Dessa forma, ele não será levado para a gôndola. Se o consumidor visitar a loja, poderá não ver o produto, porque ele não foi deixado na área de venda.

Sendo assim, é importante fornecer treinamento frequente e adequado para os funcionários, tanto para aprenderem como funciona o cloud computing e os sistemas alojados na nuvem, quanto para lidarem com os processos que serão implementados a partir deles.

Isso pode ser feito com treinamentos fornecidos pela equipe de TI, pelos fornecedores de ambas as soluções e pelos gestores, que planejarão as atividades a partir dessa nova configuração no Supply Chain de uma empresa. Isso contribui tanto para a operação quanto para a própria gestão da cadeia de suprimentos.

Quer entender melhor como funciona a nuvem? Confira o artigo que fizemos sobre o que é o cloud computing!

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Fonte: softwareone.com/feed

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