Segurança Digital para empresas: você está fazendo a coisa certa?

Em um mundo no qual informações são geradas a todo instante e o tráfego pela World Wide Web é elevado, preocupar-se com a segurança digital é prioridade. Esse cenário é ainda mais importante para as empresas, que podem ter prejuízos significativos por invasões maliciosas e vazamento de dados.

Essa afirmação é confirmada pelo estudo Norton Cyber Security Report, divulgado pelo site TI Inside. Segundo o levantamento, o Brasil é o segundo país com mais perdas financeiras com ataques cibernéticos. Somente em 2017, os prejuízos chegaram a 22 bilhões de dólares. Isso representou uma perda de 34 horas por vítima.

O blog ERP Brasil confirma os dados e ainda indica que 74% das empresas sofreram pelo menos uma fraude nos 12 meses anteriores à pesquisa, divulgada em 2017. Mas o que essas informações evidenciam? A necessidade de se preocupar com a segurança da informação.

Para ajudá-lo nessa empreitada, neste post, reunimos os principais erros cometidos pelas companhias e a maneira de evitá-los. Então, que tal saber quais são essas falhas? Acompanhe a partir de agora:

Ignorar a elaboração de um plano de segurança digital

A equipe de TI e os outros setores da companhia precisam saber até onde podem ir quando o assunto é segurança dos dados. O ideal é elaborar uma política de segurança, que deve contemplar as regras e melhores práticas a serem adotadas.

Esse documento precisa evidenciar as normas relativas a acesso de dados e senhas, uso de softwares de segurança e monitoramento e mais.

Depois de pronto, é importante divulgá-lo para todos os colaboradores e cobrar para que as diretrizes sejam aplicadas.

Usar senhas fracas

Esse é o nível mais básico de segurança, mas consegue fornecer uma proteção bastante confiável quando usado de maneira eficiente.

Nesse sentido, as senhas devem ser definidas com cuidado e nunca ser compartilhadas com outras pessoas.

Caso contrário, podem ser facilmente descobertas, quebradas ou obtidas por invasores maliciosos, que passam a ter acesso completo ao sistema. Por isso, é fundamental atentar para três falhas:

  • uso de senha única: é um erro comum, que ainda pode abranger uma senha de fácil memorização ou credenciais padronizadas estabelecidas pela empresa;
  • compartilhamento de senhas: é um hábito adotado por alguns colaboradores que pode abrir brechas para uma invasão maliciosa ou acesso a dados não autorizados;
  • utilização de uma senha para diferentes contas: pode causar grandes prejuízos em caso de invasão de um dos serviços.

Para garantir que a senha seja forte, recomenda-se a inserção de pelo menos 6 dígitos. Deve-se evitar o uso de datas, nomes, palavras comuns ou a combinação desses elementos. Outras recomendações são:

  • treinamento dos colaboradores: incentive as equipes a se conscientizarem sobre a importância da senha e indique quais são as melhores práticas;
  • criptografia: há serviços disponíveis para criar senhas criptografadas e aleatórias. Elas podem ser gerenciadas por um app;
  • autenticação de 2 etapas: recomendada para dados sensíveis, essa medida requer um dispositivo — como um smartphone, para receber mensagens, ou um token — combinado a uma senha tradicional ou PIN.

Deixar de transmitir aos colaboradores as normas de segurança digital

Os sistemas e a rede da sua empresa só estarão preservados se os funcionários fizerem bom uso dos recursos. Eles devem ser educados quanto à segurança digital e alertados sobre os riscos que podem impor à organização. Apresente como os serviços devem ser trabalhados com segurança e enfatize a importância dessa ação.

Essa recomendação deverá deixar os colaboradores mais cuidadosos com relação a suas atitudes. Ainda assim, é necessário monitorá-los, porque muitos erros de segurança são facilmente confundidos com atividades regulares dos usuários.

Isso significa que eles podem agir despropositadamente sem ser identificados, o que pode deixar o sistema vulnerável a vazamentos de dados e ameaças maliciosas. Quando você perceber, o problema já está instalado.

Essa situação é ainda mais grave no caso dos colaboradores insatisfeitos, que podem usar as informações para algum propósito específico.

Para evitar esse problema, detecte as contas e credenciais privilegiadas. Elimine todas as que estão inutilizadas e monitore as outras para evitar a exploração errônea.

Vale a pena considerar também a implantação de protocolos de segurança, registros de atividades de contas privilegiadas e outros mecanismos para a identificação precoce de danos em potencial.

Não usar a criptografia de dados

Essa técnica torna os dados ininteligíveis para pessoas não autorizadas. Por isso, é tão importante usar esse recurso para a proteção da segurança digital da sua empresa. Afinal, é impossível manter 100% dos invasores longe da sua rede.

Nesse sentido, a criptografia é fundamental para proteger os seus dados de perdas, invasão e malwares. Também é indicado utilizá-la para os backups, caso algum hacker invada o sistema.

Para entender como esse recurso é válido, os dados com criptografia de 128 bits são virtualmente indecifráveis sem a chave de segurança. Além disso, a implantação é muito simples.

O próprio Windows conta com um software de criptografia built-in, que pode ser ativado com apenas alguns cliques. Em caso de servidores, o processo é mais complexo, mas, ainda assim, válido.

Lembre-se: o ideal é que todos os dados dos discos rígidos sejam criptografados, bem como os arquivos de e-mail e serviços na Nuvem.

Usar um software desatualizado

Essa situação pode ocorrer por falta de licença, desabilitação do recurso de update automático ou simplesmente por uma falha da equipe de TI. De toda forma, um software desatualizado pode gerar prejuízos enormes para sua organização.

O primeiro motivo é o fato de se tornarem uma porta de entrada para invasões maliciosas. Por estarem sem as atualizações mais recentes, esses sistemas deixam vulnerabilidades expostas, facilmente exploradas por hackers.

Ainda pode haver perda de dados devido a problemas de manutenção dos sistemas. Essa situação é bastante comum no Brasil, segundo o Relatório de Ameaças 2016 da iBLISS, divulgado pelo site E-commerce News.

O estudo indicou que 92% das vulnerabilidades críticas são geradas por falhas em atualizações. Por isso, tome um cuidado extra!

Como você pôde perceber, as empresas comumente cometem vários erros relativos à segurança digital, mas é possível não incorrer neles. Neste post, você viu as principais falhas e o que fazer para evitá-las. Então, aproveite as dicas e coloque-as em prática agora mesmo!

Ficou com alguma dúvida, tem alguma sugestão ou apenas deseja compartilhar a sua experiência? Deixe seu comentário abaixo e alimente a discussão!

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Fonte: softwareone.com/feed

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